De todos os lugares do mundo, a Rússia é o que eu
mais sonhei em conhecer. Não entendia muito bem porque, entre tantas
viagens marcadas, este nunca era meu próximo destino. Mas depois de ter
voltado, enfim, de uma viagem ao país, neste setembro de 2015, pude
entender: demorei pra ir porque estava tudo sendo preparado para que
fosse PERFEITO. A Rússia cinzenta e gelada que muitos
dizem conhecer, e que vemos em tantas fotos alheias, não foi a Rússia
que eu vi. Minha Rússia tinha céu azul, tinha sol brilhando, fazia de 15 a 25ºC no outono e era o país mais sensacional em que eu já estive. Depois de quase 100 anos, fomos os primeiros da família
a colocar os pés novamente nessa terra, de onde meus bisavós fugiram
para a América com os filhos, escondidos no porão de um navio, após a Revolução Bolchevique (ou
Revolução Russa de 1917). Foi forte. Esse assunto “Rússia” mexe demais
comigo (coisa de sangue, de pele, de vidas passadas… Sei lá!!) e estar
em contato com tudo isso que faz parte de quem eu sou hoje, me emocionou
muito (e ao meu pai também). Deu mais saudade da vovó Natália!
Meus bisavós Федор e Анна Терновой (Feodor e Anna Ternovoi)
E nessa viagem, eu chorei. Chorei quando o avião
pousou em São Petersburgo, chorei quando vi o Palácio de Inverno pela 1ª
vez, chorei quando consegui ler dezenas de placas em cirílico e falar
minhas primeiras palavrinhas em russo (in loco!), chorei ao
ouvir a história (que eu tanto estudei) sobre todos os czares, chorei ao
pisar na Praça Vermelha e ver a Catedral de São Basílio, ali, tão
colorida, na minha frente, e claro, como não seria diferente, chorei no
dia de ir embora (e já estou chorando de novo escrevendo o post e
revendo as fotos para colocar aqui… hehehe).
Correndo para ver o Palácio de Inverno, em São Petersburgo, pela 1ª vez, antes de escurecer | Rússia
Bom, deixando as lágrimas de lado, aqui estou para contar a vocês as principais dicas da Rússia,
um pouco de história, os lugares mais lindos, alimentação, melhor época
para ir, uma noção de preços, meus “achadinhos”, e muito mais. E,
assim, deixar vocês com vontade de conhecer esse país, e ajudá-los no
planejamento.
Gosto de fazer um post de introdução quando vou relatar um país mais “complexo”, com mais características próprias, como foi o caso da Índia, da Tailândia e agora da Rússia. Aqui vou apresentar uma visão mais ampla, com um pouco de tudo o que você precisa saber antes de visitar o país. Na sequência, escrevi especificamente sobre São Petersburgo & Moscou – que são as “duas capitais” (Moscou é a capital mais antiga, e voltou a ser após a queda dos czares, e São Petersburgo foi capital de 1713 a 1918.).
Seja bem-vindo a Rússia!
Ou melhor… Добро пожаловать в Россию!
/// Nosso itinerário (“As Duas Capitais”):
3 dias inteiros em São Petersburgo (Com o passo um pouco mais apressado, dava para fazer tudo em 2,5 dias)
3 dias inteiros em Moscou (Foi o tempo ideal. Menos que 3 dias ficaria muito corrido. A cidade é enorme e cheia de coisas interessantes para ver)
Para ir de uma cidade a outra, o melhor jeito é de trem de alta velocidade SAPSAN, que faz o trajeto de mais de 700km em menos de 4 horas. Compre sua passagem pelo site RussianTrains.com. O cartão de embarque chegará por e-mail (só imprimir e embarcar), e será uma viagem super agradável.
Todos os tipos de vagões e classes são confortáveis (não precisa
pagar mais caro pra ir em um vagão melhor). Pagamos cerca de 150 dólares
por pessoa para ir de Business Class, mas há passagens mais baratas e
outras categorias mais caras. Atenção:outros trens que NÃO são de alta
velocidade também fazem o mesmo trecho em muuuito mais horas de viagem.
Portanto, cuidado na hora de comprar… Escolha a opção “SAPSAN High Speed”, com travel time em torno de 4 horas.
Estação de trem Moskovskiy em São Petersburgo – embarque SAPSAN Train para MoscouSAPSAN | Russian Trains (St. Peterburg – Moscou)
Vagão | Refeição incluída | Espaço para as malas
Muita gente começa a viagem por Moscou e depois vai para São Petersburgo. Nós fizemos o contrário
e sinto que foi a melhor decisão que tomamos. São Petersburgo tem cara
de Europa. É Rússia, mas com um pé no mundo ocidental. As placas e
cardápios estão em cirílico, mas muitos também estão no nosso alfabeto. A
cidade é cosmopolita, muita gente fala inglês… Já Moscou é RÚSSIA mesmo
hehehe (aquela Rússia do estereótipo). Portanto, começando por Moscou, o
choque seria maior e talvez você precisaria de mais tempo para se
adaptar e começar a curtir de verdade, sem perrengues. Melhor
começar por “Peters” (como é carinhosamente chamada) para ir se
familiarizando, e depois ir para a capital Moscou. Recomendo!
Sobre o lugar
<div class=”separa”><span> LIVROS & FILMES – Para se preparar antes da viagem </span></div>
Sério, não vá a Rússia sem estar inteirado de sua história fascinante. É mais ou menos como ir ao Egito
e nunca ter ouvido falar das pirâmides, sabe?! Um desperdício! Eu
ENGOLI praticamente tudo o que achava pela frente que continha algo
de “Rússia” e posso afirmar que valeu muuuito a pena ter visitado o país
com uma boa noção da vida dos czares (golpes, guerras, casamentos, bailes, lendas…), das Revoluções, do looongo período da União Soviética e até mesmo da política atual, que tem Putin como figura central. Tudo fez mais sentido.
Por isso, antes de ir, recomendo: [LER]
“Catarina, A Grande – Retrato de uma mulher”– de Robert K. Massie
| Uma biografia tão bem escrita que até parece um romance. Conta a
história da princesa alemã que foi levada para a Rússia aos 14 anos para
se casar com o futuro czar, destronou seu marido e se tornou a czarina
mais memorável da história do país. Que mulher brilhante!!!
“O Palácio de Inverno” – de John Boyne
| O autor de “O menino de pijama listrado” sabe bem como criar um
romance fascinante utilizando-se de fatos históricos. Ambientado na
Rússia dos anos 1900’s, é interessante para conhecer os últimos anos do
czarismo no país e o início do período comunista, além de se apaixonar
pelos personagens.
“Amor em São Petersburgo”– de Heinz G. Konsalik
| Mais um romance ambientado em um fato histórico: a Rússia em seus
últimos anos de czarismo, a Revolução e a Primeira Guerra Mundial, que
obriga a colocar um casal Alemão-Russo em lados opostos.
“Com vista para o Kremlin”– de Vivian Oswald| A jornalista brasileira relata seus anos morando na Rússia e conta curiosidades e “mistérios” do país nos dias de hoje.
[ASSISTIR]
“Anastasia”
| Desenho animado de princesa foooofíssimo que conta a história da
Anastásia, uma das filhas do último Czar Nicolau II, que de acordo com
lendas (ou fatos?! Não se sabe ao certo…), conseguiu fugir. Traz também a
figura do “bruxo” Rasputin.
“Revolução Russa de 1917 – História Banguela”
| Essa é uma aula de história pelo Youtube com professores MUITO
engraçados!! Dá pra entender direitinho como começou o comunismo no
país. São apenas 10 minutinhos.
“Crimes Ocultos (Child 44)”
– diretor: Daniel Espinosa | Suspense político ambientado na União
Soviética em 1953. Com Tom Hardy no papel principal, mostra a dureza de
se viver em um período com tanta repressão.
Existem vários filmes que contam a história da Catarina, A Grande.
O livro é excelente, mas se não estiver animado para as 600 e tantas
páginas, recomendo assistir algo. O importante é não ficar sem conhecer a
história dessa imperatriz (que eu sou fã!!! ).
Um pouquinho de… <div class=”separa”><span> GEOGRAFIA </span></div>
A Rússia, com mais de 17 milhões de km2, é o maior país do mundo. Pra você ter uma ideia do tamanho, cabem mais de 2 “Brasil’s” dentro de seu território. Fica em uma área chamada “Eurásia”, porque ocupa grande parte da Europa Oriental e do norte da Ásia.
É até bizarro pensar… O país é TÃO grande, que de um lado, está colado
em países europeus como a Finlândia, e do outro lado, faz fronteira com a
China! Cobre 1/9 da área do planeta.
As duas cidades que visitei, Moscou e São Petersburgo,
ficam na parte Européia do país (são as duas maiores e principais
cidades). Essa parte européia corresponde a apenas 25% do território,
mas quase 80% da população vive ali. O país inteiro possui 143.5 milhões de habitantes (dados de 2013).
Moscou é a capital e tem 12 milhões de habitantes (a “Grande Moscou”
tem quase 20 milhões) e São Petersburgo, a 2ª cidade russa, tem
aproximadamente 5 milhões. <div class=”separa”><span> HISTÓRIA & POLÍTICA </span></div>
Quem não gosta de história, pode pular pra parte seguinte “CLIMA –
Quando ir?”… Mas garanto que a história da Rússia é mais interessante do
que muito filme!
Para os muito entendidos… Gente, é sóóó um resumo!! Sem “enviesar lados” e sem absoluta precisão de datas e ordem cronológica.
A história da Rússia é antiquíssima e nem cabe aqui contar tudo em detalhes. Melhor começar pela ascensão de Moscou, que se deu durante o reinado de Ivã III (1462-1505). Mas só no reinado de seu neto, o icônico Ivã – O Terrível (1533-1584) é que a palavra CZAR
(ou tzar) apareceu pela primeira vez. Ele mesmo inventou o termo para
definir quem seria o “chefão” de todas as Rússias (se inspirou no nome
de Julio CÉSAR, do Império Romano). Bom, pelo apelido “Terrível” vocês
já podem imaginar como era sua personalidade… O Czar sofria de paranóia
e, em acesso de raiva, acabou matando seu único filho capaz de assumir
seu lugar após sua morte.
E então a Rússia passou por um período turbulento, sem liderança… E foi assim que surgiu uma nova dinastia (em 1613), nomeada pelos cidadãos de Moscou: os famosos “ROMANOVS”, que reinaram por 300 anos, até o fim da monarquia russa, derrubada pelos revolucionários.
Essa Rússia, governada pelos Ivãs e pelos primeiros Romanovs, era uma
Rússia diferente de tudo o que você pode imaginar, em termos de
arquitetura, costumes e vestimentas. Um estilo muuuito próprio. É
possível ver lembranças dessa época em Moscou. Repare nos edifícios
antigos… Nas roupas e coroas usadas pelos czares… Era algo que, na minha opinião, tinha muito mais similaridades com o Oriente do que com o Ocidente. Um mix de Turquia, Índia & Arábias, e nada de Europa. São Petersburgo não tem NADA a ver com Moscou nesse quesito.
Até mesmo na religião ortodoxa, a figura da mulher na sociedade era
mais parecida com o islamismo do que com o cristianismo. Não ficavam nos
mesmos ambientes que os homens, não saíam em público e não tinham
importância na vida política.
De 1682 a 1725 reinou o czar Pedro – O Grande, que
foi um verdadeiro “revolucionário” para aquele tempo. Foi o primeiro
czar a ir para o exterior, a conhecer a Europa (e a se encantar com ela)
e, somado ao fato de não gostar nada de Moscou, decidiu construir uma nova capital para o país, nas margens do Rio Neva: São Petersburgo – mais fria, porém “coladinha” nos vizinhos Europeus. Peters foi a capital por 200 anos.
Pedro – O Grande estava disposto a modificar a cara da Rússia e foi,
aos poucos, transformando-a em um país parecido com as cortes européias.
São Petersburgo, a “janela da Rússia para a Europa”, parece até uma Viena ou uma Paris,
por exemplo, cheia de palácios clássicos (só que muito mais
imponentes). Até as roupas mudaram, de longas e largas batas, para
vestidos rodados. Os homens foram proibidos de usar barba, já que
europeus não tinham esse costume. Quem desobedecesse, pagaria imposto.
Após Pedro – O Grande, as mulheres passaram a conviver em público, a
assumir papéis políticos e viveram nos mesmos palácios (e nos mesmos
aposentos) de seus maridos.
Após a morte de Pedro – O Grande, várias mulheres governaram o país. As mais marcantes foram Elisabete, sua filha, e Catarina – A Grande, uma princesa alemã que destronou seu marido (já falei dela acima – sou fã!! hehehe). Elisabete era bem maluquinha (com todo o respeito
rs) e você poderá ver seus feitos nos palácios de São Petersburgo. Era
exagerada e extravagante… Tudo em que colocava os olhos ou as mãos tinha
que ter luxo, ouro e sofisticação. Em 1762, Catarina II (mais tarde, nomeada de A Grande), usurpou o trono de seu marido Pedro III (sobrinho de Elisabete, que, sinceramente, era um boboca) e levou a Rússia ao ápice do poder e prestígio.
Catarina era uma visionária… Ganhou várias guerras, ampliou
territórios, fez várias tentativas para mudar o sistema jurídico russo e
foi quem fez as primeiras aquisições de obras de arte, que deram origem
ao Museu Hermitage, um dos maiores do mundo. Repare nas fotos abaixo a mudança de estilo que Pedro O Grande estabeleceu, comparado ao estilo russo anterior:
1. Ivã, O Terrível (1533-1584) || 2. A escolha de Mikháil Romanov para iniciar uma nova dinastia (Kremlin – 1613)1. O primeiro Czar Romanov || 2 e 3. A coroa dos czares e as vestimentas russas antes da “reforma Européia”1. Pedro, O Grande (1682-1725) | 2. A nova coroa dos czares (desde 1762) | 3. Catarina, A Grande (1762-1796)Estilo arquitetônico de Moscou – BEM RUSSOEstilo arquitetônico de São Petersburgo (Palácio Peterhof) – BEM EUROPEU
Após um longo período de glórias, marcado pela vitória sobre Napoleão, que levou a Rússia a ser reconhecida como potência mundial (Czar Alexandre I / 1801-1825), aos poucos foi se instaurando uma crise no país.
Com o governo nas mãos de Nicolau II (1894-1917), ocorreu o desastroso episódio chamado de “Domingo Sangrento” (1905)
– uma manifestação recebida a tiros pelo czar, que desencadeou mais e
mais greves. Somado a muitas decisões desastrosas desse czar e uma
população cansada de ser ignorada, e ainda “inflada” pelas ideias
revolucionárias, o czar foi forçado a abdicar.
Bom… Depois disso, a história é bem conhecida do público em geral: em
1918, os revolucionários bolcheviques, com os lemas “Todo poder aos
sovietes” e “Paz, pão e terra”, tomaram o poder, liderados por Vladimir Lênin. Uma cena marcante foi a invasão do Palácio de Inverno. Foi a primeira revolução socialista do século XX.
Na prisão em Ecaterimburgo, onde o ex-czar Nicolau II se encontrava
com sua família (sua esposa Alexandra, suas quatro filhas Tatiana, Olga,
Maria e Anastásia, seu filho Aléxis e duas serviçais), todos foram brutalmente chacinados pelos Bolcheviques.
Daí surgiu a lenda de que os dois filhos mais novos, Anastásia e
Aléxis, conseguiram fugir, pois os ossos dos dois não tinham sido
encontrados. Aliás, um mecânico que morreu em 1996, que era da minha
cidade Cuiabá, afirmou a vida toda ser o filho do czar que conseguiu
fugir dos Bolcheviques. Seráá?! E a Anastásia, onde está?! Será a bisa? hehehe. Moscou voltou a ser a capital russa.
Retrato da última família real Russa: Czar Nicolau II, sua esposa e seus 5 filhosDomingo Sangrento, em São Petersburgo (1905)Vladmir Lenin – líder dos Bolcheviques
Em 1922 foi criada a URSS (União das Repúblicas Socialistas Soviéticas), que durou até 1991 (69 anos). Ao longo de sua existência, foi formada por 15 repúblicas,
ocupando um território de aproximadamente 22 milhões de km2. Os países
eram: Rússia, Ucrânia, Bielorússia, Lituânia, Letônia, Estônia, Geórgia,
Armênia, Azerbaijão, Cazaquistão, Moldávia, Quirguistão, Tajiquistão,
Turcomenistão e Uzbequistão.
Após a morte de Lênin, Joseph Stálin se instalou no poder, destituiu rivais e criou sua ditadura. Foi um período de grande repressão, perseguição e terror.
Um marco do governo de Stálin foi a Segunda Guerra Mundial. Em 1941, a Alemanha Nazista invadiu a União Soviética e até tiveram sucesso no início da ocupação. Um dos atos conhecidos foi o Cerco a Leningrado
(atual São Petersburgo), no qual a cidade ficou sitiada por 900 dias
por tropas militares nazistas. Os russos não podiam sair dali e muitos
morreram de fome, mas nunca se renderam.
A Segunda Guerra é chamada pelos russos de Grande Guerra Patriótica.
Mais de 25 milhões de Soviéticos morreram, e desses, mais de 10 milhões
eram civis (representa 1/3 dos mortos de todo o conflito!!). E mesmo
assim, a Rússia ainda conseguiu vencer Hitler, e tomaram Berlim em 1945.
Deu-se início então à Guerra Fria, período em que as
duas super potências mundiais da época, URSS e Estados Unidos,
disputavam sua influência sobre o mundo. O socialismo soviético
conseguiu se expandir de tal forma que conquistou países até mesmo “do
lado de cá” do mundo (Cuba).
Essa disputa durou de 1945 até a dissolução da URSS, em 1991. Não era
apenas uma disputa territorial e militar, mas também política,
tecnológica, social e ideológica.
Bandeira da União SoviéticaJoseph Stálin em uma linda e fantasiosa propaganda política Stálin morreu em 1953 e, depois dele, alguns nomes
passaram pela liderança do governo. Uns denunciavam e renegavam a
postura do Stalinismo, outros também eram bem duros como o antecessor…
Porém, em 1980 a crise passou a ameaçar a grande
potência socialista. A falta de alimentos e outros produtos em geral,
causou enorme insatisfação da população.
O último líder da URSS, Gorbachev (a partir de 1985), apresentou políticas para tentar democratizar o governo e acabar com a estagnação econômica (glasnot e perestroika).
A crise política se tornou ainda mais forte e assim se iniciou a
desintegração do grupo, começando pelos países do báltico. Em dezembro
de 1991, a União Soviética estava dissolvida.
Em 1991, ocorreu a primeira eleição direta presidencial da história do país, na qual venceu Boris Yeltsin. Anos mais tarde, Yeltsin renunciou e quem assumiu foi o famoso (quase celebridade) Vladimir Putin, que ganhou a eleição para presidente em 2000. Até hoje é ele quem está no poder, pois reveza com seu primeiro-ministro Medvedev. Putin é reconhecido por retomar a ordem e a estabilidade do país e é muito querido pelo povo, com seu estilo de governo conservador e nacionalista. Bom… Pelo menos é o que se diz por lá! Acho
que há tanto souvenir com fotos do Putin na Rússia como há do Baby
George na Inglaterra!! hehehe. Os russos o chamam de “czar da
atualidade”.
O que senti é que ainda há um certo clima de mistério no ar, no qual a
população não sabe abertamente de decisões do governo, mas aceita e
confia nos seus governantes (ou pelo menos, TEM que aceitar! rs). Por
exemplo, ninguém sabe onde o Putin mora, pois é um segredo de estado e
isso é normal. É assim e pronto!
Símbolos como a bandeira soviética (fundo vermelho,
foice e martelo cruzados na cor amarela, e estrela de cinco pontas)
deixaram de existir após a dissolução da URSS, e o símbolo nacional
voltou a ser o mesmo brasão da época imperial, a águia com duas cabeças.
Souvenirs do Presidente Putin – muito popular na RússiaAtual Brasão Russo – de volta à águia com duas cabeças, da época imperial<div class=”separa”><span> CLIMA – Quando ir? </span></div>
É muito importante escolher bem a época para visitar a Rússia para evitar aquele frio intenso pelo qual o país é tão conhecido (de novembro a março).
A segunda quinzena de junho é muito procurada por causa do fenômeno “Noites Brancas”,
no qual o sol praticamente não se põe e não há noite. Nessa época, as
cidades ficam lotaaadas de turistas, e a hospedagem também pode sair bem
mais cara.
O verão como um todo (junho, julho e agosto)
é uma época boa, porque as temperaturas são mais amenas, quase sempre
perto dos 20ºC, e os dias são bem mais longos (porém, a probabilidade de
chuva é maior). O problema é que as cidades ficam muito muito cheias.
Nós escolhemos ir no outono, que na Rússia começa em 1º de setembro. Fomos na segunda quinzena de setembro e foi PERFEITO. Quando programei a viagem, mal sabia que era uma época tão boa! Segundo nossa guia, trata-se do “verão da mulher”, quando o calor faz um “flashback” após ter
ido embora no final de agosto… E depois se vai de vez no fim do mês,
quando as temperaturas caem absurdamente (pra você ter uma ideia, peguei
25ºC em Moscou no dia 18 de setembro. Menos de duas semanas depois,
estava NEVANDO na cidade). O bom dessa época que fomos foi que a cidade
não estava muito cheia de turistas. Achei tudo bem tranquilo e os preços
mais baixos do que na alta temporada do verão. Não vá a Moscou na última semana de agosto e nem nas primeiras semanas de setembro, pois fecham a Praça Vermelha para as comemorações do aniversário da cidade.
Você pode até passar pela praça, mas por cantinhos apertados, de onde
não conseguirá ver os monumentos com uma certa distância. Aí não dá,
né?!
Dizem que os meses de abril e maio (primavera)
também são bons para visitar o país, mas cuidado com o gelo do inverno
que ainda está derretendo. Evite estar na Rússia no dia 9 de maio, quando comemoram o Dia da Vitória
(em memória da rendição nazista de 1945). É feriado, tudo está fechado,
e as praças e monumentos mais importantes estão lotados para as
comemorações. Algumas fotos dos dias lindos de outono que pegamos nas duas cidades:
Praça Vermelha – MoscouCatedral de São Basílio – MoscouCatedral de Cristo Salvador, vista do Rio Moskva – MoscouIgreja do Sangue Derramado – São Petersburgo<div class=”separa”><span> IDIOMA RUSSO </span></div>
O russo é uma língua eslava falada como
idioma oficial na Rússia, Bielorússia, Ucrânia, Cazaquistão e
Quirguistão. Também é falada não oficialmente em alguns outros países
que fizeram parte da URSS.
Apesar de ser um idioma que assusta, por causa do alfabeto cirílico,
não é uma língua absurdamente difícil de aprender. Claro, tem que
começar do zero, na alfabetização, aprendendo cada letrinha do alfabeto
que é diferente do nosso. Mas quem fala português, já sabe emitir todos
os sons do idioma russo. Algumas palavras são originadas do latim. Achei
o Húngaro muuuuito mais difícil, mesmo sendo escrita no mesmo
alfabeto!! Falei do idioma mucho loco da Hungriaaqui.
Claro que você não vai aprender russo só pra visitar a Rússia, né?! hehehe. Portanto, recomendo ter no seu celular o app do Google Translator
com a função de foto. Mesmo desconectado da internet, ele consegue
traduzir palavras básicas apenas apontando o celular para o texto. O
básico “Obrigado” eu sempre recomendo chegar sabendo! É “Spasibo” (Спасибо), mas fala-se “SpasibA“.
A Rússia não é o país que mais fala inglês em que já estive, mas
esperava até que fosse pior pelos relatos que tinha lido… Já tem muita
placa em alfabeto normal logo abaixo do cirílico e os estabelecimentos
ligados ao turismo falam o básico de outras línguas. Estão se preparando
para a Copa do Mundo de 2018, né?! Mas a verdade é que eles não estão
muito preocupados se você não está entendendo, hehehe. No worries!
Algo que aprendi com meu pai, que não fala nenhuma outra língua além do
português, é que o único idioma que você precisa saber para viajar é o 2D – DEDO E DÓLAR! hahahaha.
Obs.: eu já estudei um pouquinho de russo, e sei ler/escrever em
cirílico. Pode ser por isso que não achei tão complicado assim. Mas meu
marido concorda comigo, e foi a Rússia sem noção alguma. <div class=”separa”><span> DINHEIRO </span></div>
A moeda da Rússia é o RUBLO (RUB). 1000 RUB equivalem atualmente a aproximadamente 16 dólares (USD). Mas fique de olho na conversão exata aqui, pois aconteceu com a moeda russa exatamente o mesmo do Real Brasileiro (BRL): uma desvalorização ABSUUUURDA.
Um tempo atrás, qualquer pessoa diria que a Rússia era um país
caríssimo!! Isso mudou bastante. Atualmente, mesmo nos restaurantes mais
chiques e/ou turísticos que fomos, como um White Rabbit em Moscou ou um Bellevue em São Petersburgo, um prato não saía por mais de 15 dólares. As diárias em hotéis 5 estrelas, como no Ararat Park Hyatt Moscow ou no Kempisnki Moika 22 St. Petersburg,
que tinham a melhor localização possível, saíram por menos de 200
dólares. Claro, aos poucos, os valores estão sendo ajustados nos
negócios que só atendem “gringos” (capaz de você não encontrar mais
essas pechinchas). <div class=”separa”><span> RELIGIÃO </span></div>
A religião predominante no país é a Ortodoxa Russa, uma religião cristã. Milhões de russos se declaram Ortodoxos, mas apenas uma pequena minoria frequenta os templos. E muitos cidadãos se declaram ateus ou agnósticos. É que no período comunista, a religião foi ABOLIDA,
templos destruídos, sacerdotes presos e cristãos (ortodoxos ou de
outras religiões), perseguidos. Portanto, algo que foi reprimido por
tanto tempo (costumes não foram passados de geração a geração), acaba
morrendo.
Ainda bem que muitas igrejas resistiram à fúria soviética e outras já
foram reconstruídas/restauradas. Assim podemos visitá-las e ver toda
essa beleza de perto. De verdade, na minha opinião, não há templos
religiosos mais bonitos do que os Ortodoxos Russos. É o “modelo de
templo” que eu acho mais lindo no mundo.
O estilo tradicional é composto por várias cúpulas
(a quantidade delas tem explicação: 1 representa Deus / 3 representam a
trindade / 12 representam os apóstolos… E por aí vai). As cores das
cúpulas normalmente são douradas, prateadas, pretas… Algumas igrejas
mais “criativas” e originais têm cúpulas coloridas, como é o caso da Catedral de São Basílio, em Moscou (em estilo russo) e a Igreja do Sangue Derramado
(mais moderna, porém construída no estilo antigo russo). Por dentro,
são cheias de detalhes minuciosos que vão do chão ao teto, cheias de
brilho e cor. Não há bancos no interior da Igreja Ortodoxa. Os cultos são feitos em pé, e podem levar hoooooras (8 horas, por exemplo! hehehe).
Não há um traje específico exigido para entrar nas igrejas em que
ainda se realizam cultos (as menos turísticas), mas claro que tem que
ter respeito. As mulheres ortodoxas só entram na igreja cobrindo a
cabeça.
Por ser um país continental, que se estende da Europa a Ásia, sendo
rodeada pelos mais diferentes povos e culturas, a religião não seria uma
só. Também há muitos católicos, protestantes, muçulmanos, budistas e judeus na Rússia.
Catedral de Cristo Salvador, em MoscouA icônica Catedral de São Basílio – MoscouInterior da Catedral de São Basílio, em Moscou – toda pintadinha, bem colorida.Duas das Catedrais do Kremlin – MoscouA Catedral da Assunção, dentro do Kremlin – MoscouA fofíssima Catedral de Kazan, na Praça Vermelha de MoscouIgreja do Sangue Derramado, São PetersburgoDetalhes da Igreja do Sangue Derramado, São PetersburgoInterior da Igreja do Sangue Derramado, em São Petersburgo<div class=”separa”><span> BALLET CLÁSSICO </span></div>
O ballet está para a Rússia como o futebol está (ou estava hehe) para
o Brasil. É algo que já vem no DNA. Você pode até achar que não tem
muuuita diferença, até ir a um espetáculo no país: é simplesmente
PERFEITO!!
Um dos maiores compositores de todos os tempos, Tchaikovsky, era russo, e compôs os famosos balés O Lago dos Cisnes, A Bela Adormecida e O Quebra Nozes. Os melhores balés da Rússia (tente ir nos dois!!!):
Não apenas o melhor da Rússia, como o melhor do MUNDO! ♥
Um dos maiores sonhos da minha vida era assistir a um ballet nesse
lugar, e eu consegui!!! (imagina, dancei ballet a vida toda, sou de
família russa, e meu tio-avô, Aldo Lotufo, foi o primeiro bailarino a
dançar a montagem completa do Lago dos Cisnes no Brasil, no Teatro
Municipal do Rio de Janeiro, no papel principal, de príncipe… Não tinha
como sonhar com outra coisa, né?!!). Pra completar, por pura
coincidência, estava em cartaz justamente o Lago dos Cisnes (Swan Lake) no dia em que eu estava em Moscou. Os ingressos devem ser comprados no site oficial (atenção!
Há vários sites piratas.). Não é fácil conseguir, tudo se esgota muito
rápido… Mas vale a pena a paciência e a persistência. Foi demais!!!
Bolshoi significa GRANDE – não podia ter outro nome!!!
Teatro Bolshoi – MoscouPor dentro do Teatro Bolshoi – MARAVILHOSO!O Lago dos Cisnes no Teatro Bolshoi – um sonho! Set/15
O melhor de São Petersburgo e o segundo melhor da Rússia,
um dos mais respeitados no mundo da ópera e do ballet. Quando foi
inaugurado, em 1860, possuía o maior palco do planeta. Durante o período
soviético, passou a se chamar Balé Kirov e voltou a ter seu nome original em 1991. Compre seu ingresso pelo site.
Infelizmente, na data que estávamos na cidade, o Mariinsky estava de
recesso (ainda bem que tinha conseguido o Bolshoi em Moscou!!! Ou teria
ficado muuuito triste de ir até a Rússia e não ir a nenhum dos dois
melhores). Decidimos ir no SEGUNDO melhor da cidade (foi o que nos falou
o hotel e a guia), o Mikhailovsky,
e também foi MARAVILHOSO! Vimos o Lago dos Cisnes (outro!! hehe. Ainda
bem que foi antes do Bolshoi. Ficamos experts!!!). Recomendo. Compre seu
ingresso pelo site.
Exterior do Teatro MikhailovskyTeatro Mikhailovsky – São Petersburgo <div class=”separa”><span> SEGURANÇA </span></div>
Essa pergunta é sempre importante de se fazer antes de ir a algum
lugar. Mas independente da resposta, lembre-se de que há ladrões e
trombadinhas em todos os lugares do mundo, infelizmente. Eu, quando tiro
férias, acho que os ladrões também tiraram… Mas NUNCA! hehehe. E quanto
mais turístico e “muvucado” o lugar, maior a chance de ser roubado.
Achei a Rússia segura, me senti bem tranquila lá… Bem mais do que no
Brasil. Mas, há violência sim. Evite andar com muitos documentos,
cartões, dinheiro, jóias… Saia apenas com o básico e extremamente
necessário e fique sempre atento. Tive minha carteira furtada de dentro
da minha bolsa (nem percebi!!). Eles são ninjas! Tem placa pra tomar
cuidado com “pick pocket” em todos os lugares. A minha “sorte”
foi que no dia anterior tinha visto um assalto, que me alertou a tirar
as coisas de valor da carteira. <div class=”separa”><span> SOUVENIRS </span></div>
Bom… Deixando o medo de ser assaltado pra lá, das viagens eu só levo as coisas boas!! As melhores são as memórias e as fotos, claro… Mas uma coisa boa também são os souvenirs!
O que não deixar de comprar para levar para casa:
Bonequinhas Matrioshkas
A bonequinha ícone da Rússia, também chamada de Babushka, surgiu em
1890. Diz a lenda que um marceneiro solitário criou a primeira para lhe
fazer companhia, e elas foram se reproduzindo, reproduzindo… São
“famílias” de bonecas de madeira, guardadas umas dentro das outras. Você
pode encontrar Matrioshkas com números infiniiiitos de “filhas”. Achei
até de 30!! Tem matrioshkas para todos os bolsos… As mais delicadas,
pintadas à mão, podem custar caro, mas as “impressas” são bem
baratinhas. Tem matrioshkas de líderes soviéticos também hehe. Uma
brincadeira, claro!
Repare no tamanho das últimas Matrioshkas!!!
Vodka
A bebida mais importante e mais consumida no país não pode ficar de fora da sua mala! Nós compramos três garrafas (um pouco exagerado, mas…), das marcas: Beluga (a mais famosa), Russian Standard (Русский Стандарт) e Osoby Priem (Особый
прием). As duas últimas eram pra representar os dois períodos da
Rússia: Czarismo (com uma garrafa bem rococó) e o Comunismo (com uma
garrafa em linhas retas, com decoração de estrela, super “secona”).
hehehe.
“Vodka do Czar” e “Vodka da URSS” hehehe
Ovos Fabergé
O legítimos ovinhos russos com certeza inspiraram o Kinder Ovo!!
Fabergé era uma fábrica de jóias, e o primeiro ovo foi encomendado pelo
Czar Alexander III para dar a sua esposa na Páscoa. Ela gostou tanto,
que em todas as Páscoas ganhava um. Seu filho, Nicolau II, continuou a
tradição, fazendo 2 Ovos Fabergé a cada Páscoa, um para sua esposa e um
para sua finada mãe. A única regra era que o ovo tivesse algo dentro, um
presentinho… Podia ser um cavalo de ouro, um trem, flores etc. Uma
graça. Há 10 ovos da coleção na Armeria do Kremlin. Muitos foram
vendidos no período Soviético.
Nem consigo imaginar quanto custaria um ovo fabergé original, de
ooouro mesmo. Mas você pode comprar uma das milhares de réplicas que são
vendidas pelas lojinhas de São Petersburgo e Moscou. ↑ Voltar ao começo do post
Como chegar / Onde ficar
<div class=”separa”><span> VÔOS </span></div> [Sempre procuro minhas passagens pelo Skyscanner. Clique aqui para acessar.]
Para chegar na Rússia, saindo do Brasil, o melhor jeito é pegar um
vôo que faz 1 conexão em alguma cidade européia, e depois vai
diretamente para São Petersburgo ou Moscou.
Nós voamos KLM, conectamos em Amsterdam, e chegamos em São Petersburgo.
Mas você também pode ir de Lufthansa (conexão em Munich), Air France (conexão em Paris), British Airways (conexão em Londres), Swiss (conexão em Zurich) e até mesmo de AEROFLOT. Pesquise aqui. Aeroflot
é a cia aérea russa. Ainda não tem vôos partindo do Brasil, mas dá pra
chegar na Rússia saindo de várias cidades européias, dos Estados Unidos e
até mesmo do Caribe (Havana, Punta Cana e Cancún).
Para ir embora do país, voamos o trecho Moscou – Budapeste de Aeroflot, e achei excelente. Faz parte da SkyTeam, a mesma aliança da KLM e AirFrance.
Aeronave da AEROFLOT, cia aérea nacional da RússiaInterior da aeronave da AEROFLOT<div class=”separa”><span> PASSAPORTE, VISTO & SEGURO DE SAÚDE </span></div>
Brasileiros não precisam de visto para entrar na Rússia como turista!
o/ Apenas passaporte válido, passagem de volta e comprovante de
hospedagem.
Apesar de não ser obrigatório, recomendo fazer um bom seguro de saúde. Com o promocode LALAREBELO você tem 30% desconto no seguro da IAC Travel. <div class=”separa”><span> TREM – São Petersburgo-Moscou </span></div>
Como já falei no início do post, o melhor jeito para ir de São Petersburgo a Moscou (ou ao contrário) é de trem de alta velocidade SAPSAN, que faz o trajeto de mais de 700km em menos de 4 horas. Compre sua passagem pelo site RussianTrains.com. <div class=”separa”><span> COMO SE LOCOMOVER NAS CIDADES </span></div> [METRÔ]
O melhor jeito de se locomover tanto em São Petersburgo como em Moscou é de METRÔ. As estações são liiiindas (chamadas de palácios para o povo),
os trens são bem OK (alguns novos outros mais velhos), possuem wifi
gratuito dentro dos vagões (em Moscou – não tenho certeza quanto a St.
Peters), há estações espalhadas por toda a cidade e achei bem fácil e
prático “se achar” nas linhas, fazer baldeações etc.
Em Moscou, por exemplo, o metrô tem 200 estações e, a cada ano, são
inauguradas por volta de 5 novas. Todos os dias, 9 milhões de pessoas
utilizam o metrô de Moscou. É o segundo mais usado do mundo, depois de
Tóquio. O preço da passagem é de 50 RUB (menos de 1 dólar), mas é mais
vantajoso comprar um cartão com várias viagens (várias pessoas podem
usar o mesmo cartão).
Repare no quanto as estações de Moscou são profundas!! Algumas chegam
a 65m de profundidade, pois foram construídas para serem também abrigos
contra ataques aéreos em tempos de guerra.
Obs.: Mesmo se não for usar o metrô como transporte, vale incluir em
seu roteiro um tour pelas estações. São lindíssimas, e cada uma tem a
sua história. Nada foi colocado por acaso.
Estação Komsomolskaya – Metrô de MoscouEstação Mayakóvskaya – Metrô de MoscouEstação Mayakóvskaya – Metrô de MoscouMetrô de Moscou super profundo!! Algumas chegam a 65m[A PÉ]
Bom, mesmo o metrô sendo super eficiente, recomendo que nas duas
cidades, você se hospede próximo às áreas mais turísticas, e faça MUITA
coisa a pé. Acho bem mais gostoso pra ir vendo a cidade!
Em St. Peters, se hospede próximo ao Palácio de Inverno e da Av. Nevsky
Prospekt, e em Moscou, fique próximo do Teatro Bolshoi ou da Praça
Vermelha. Nós andamos MUUUUITO!!! [TAXI E UBER]
Não se recomenda pegar taxis aleatórios na rua. Assustaram taaanto a
gente, que nem arriscamos! O melhor jeito é sempre pedir um carro para
seu hotel. Mas cuidado… Eles provavelmente vão pedir a opção mais cara
que existe. Insista que não quer carro especial e que precisa apenas de
um CARRO NORMAL para chegar a tal lugar (nada de Mercedes e similares).
Agora, uma outra ÓTIMA opção para se locomover na Rússia é UBER. Baixe o aplicativo e use normalmente no país, funciona perfeitamente. Usamos em Moscou para ir do nosso hotel ao Restaurante White Rabbit, que era um pouco afastado, e aprovamos! [TRECHOS AEROPORTO OU ESTAÇÃO DE TREM – HOTEL]
Antes de chegar na Rússia, já tinha combinado com os hotéis o pick-up no aeroporto e na estação de trem.
Acho importante deixar isso arranjado previamente, para não causar um
perrengue logo na chegada. Pode custar mais caro, mas essa comodidade
não tem preço.
Já para fazer o caminho contrário, do hotel ao aeroporto ou à
estação, recomendo deixar para arranjar lá mesmo, pois você já vai estar
mais ambientado. Peça para o hotel um carro (contanto que não tenha um
preço absurdo) ou chame um Uber. Em Moscou, contratamos uma van para 4
pessoas com malas para ir do hotel (centro) ao aeroporto por 3000 RUB
(cerca de 50 dólares). ↑ Voltar ao começo do post
Comes e Bebes
A gastronomia russa me surpreendeu bastante. Não esperava
grandes coisas, mas confesso que comi MUITO BEM no país. A comida parece
um pouco com aquela comidinha de casa, sabe? Sem muito “uau”, sem muito
tempero, sem muita frescura… Mas bem gostosinha.
Um ingrediente que está presente em quase TODOS os pratos é o SMETANA (сметана) – um creme de leite azedo (tipo um sour cream). Colocam nas sopas, nas massas, nos strogonoffes… De tudo o que se come lá, acho que esse creme é o mais típico.
Recomendo anotar os nomes dos pratos também em russo, para o caso de
ir a um restaurante que não tenha cardápio em inglês, e você saber o que
está pedindo!!
O que não deixar de provar:
Strogonoff de carne (бефстроганов)
Sim!! O Strogonoff russo original existe! O nome certo é “Stroganov”.
O gosto e o visual são bem parecidos com o da versão brasileira, mas os
ingredientes são outros. Tem muito mais carne e muuuuito mais
cogumelos, que não são restritos apenas ao champignon. Usa-se cogumelos
mais escuros, como shitake, portobello etc. E, surpresa: não vai nada de
tomate, mostarda, molho inglês etc etc. Além da carne e do cogumelo,
vai apenas CREME (o Smetana que falei). O molho fica escurinho por causa
do caldo da própria carne. Achei DELICIOSO!! Come-se acompanhado de
batatas.
Origem: o Conde Stroganov (o palácio dele está na Nevskiy Prospekt,
principal rua de São Petersburgo) tinha problema nos dentes, por isso
inventaram para ele este prato em que a carne já vem cortadinha.
O Strogonoff original russo! | Restaurante TZAR, em São Petersburgo
Borscht (борщ)
Uma sopa russa-ucraniana famosíssima (estava em 100% dos
cardápios!). A beterraba é o ingrediente principal, e os outros
ingredientes variam: batata, cenoura, pepino, repolho, carne… É servida
com Smetana (sour cream). Achei bem gostosa.
Borscht – sopa de beterraba russa-ucraniana
Caviar (икра)
Esse é básico, né? Todo mundo que vai a Rússia quer provar. Tem o
vermelho, de ovas de salmão, que é bem mais barato, e negro, de ovas de
esturjão, que é caríssimo. Eu, sinceramente, não gosto naaaaaada de
caviar, mas vários restaurantes oferecem menu degustação da iguaria caso
você queira experimentar.
Caviar negro
Pelmeni (пельмeни)
Depois do strogonoff, pelmeni foi o que eu mais comi na Rússia. É um
ravióli grandão recheado de carne e servido com… Adivinha?! Smetana!!
Delícia.
Pelmeni – raviólis recheados com carne | Bellevue Restaurant, em São Petersburgo
Layer Honey Cake “Medovik” (Медовик)
Ooo my God! Como sofro agora que vim embora da Rússia e não
encontro mais essa torta para comer!!! Por outro lado, ainda bem que não
encontro… Ou estaria uma BOLA!! hehe. Comi honey cake em TODOS
os dias da viagem, em quase 100% das refeições. São várias camadas de
bolo de mel, intercaladas por camadas de smetana (viu só… de novo o
smetana!! hehe). Amei.
Layer Honey Cake (Medovik) do Restaurante TZAR, em São Petersburgo
Mais um honey cake No Café BIBLIOTEKA, em São Petersburgo
Vodka (водка)
Por último, mas não menos importante… VODKA! A bebida nacional tem seu nome derivado da palavra água (voda),
e é MUITO consumida pelos russos (não é estereótipo!! Vimos vários
locais virando shot de vodka antes do jantar, assim, para abrir o
apetite). E não tem essa de misturar no drink, fazer caipiroska etc. O
típico mesmo é beber vodka PURA.
Shot de VODKA! | Restaurante TZAR, São PetersburgoNós não aguentamos a vodka pura o tempo todo Coquetéis com vodka no Restaurante White Rabbit, Moscou.
Quem vai a Rússia, também não pode deixar de provar da CULINÁRIA GEORGIANA (país
vizinho, que fez parte da URSS). Dizem que Deus quando estava criando o
mundo, fez uma pausa para comer e tropeçou na Cordilheira do Cáucaso
(localizada na Geórgia), deixando sua comida cair, o que abençoou os
alimentos daquela terra para sempre.
Fiquei maluuuuca para conhecer a Geórgia em uma
próxima viagem, por causa das maravilhas que ouvi sobre o país. Há
vários restaurantes especializados em comida georgiana na Rússia. Os
melhores são: Khachapuri em Moscou e Rustaveli em São Petersburgo.
O melhor vinho que você pode tomar na Rússia é o georgiano, suuuper bem avaliado. Há vinhos russos também. Pedimos um (contra a vontade do garçom hehe), e gostamos bastante!!
Como falei no início do post, o nosso roteiro é chamado de “Duas Capitais”, pois visitamos São Petersburgo, que foi a capital russa desde Pedro, O Grande (fundada em 1703) até o fim da monarquia (1918), e também Moscou, capital “original” do país. Já era desde sempre, e voltou a ser a partir do período comunista (1918).
Os detalhes
de cada uma das cidades (hotéis recomendados, restaurantes imperdíveis,
passeios para cada dia, super dicas e minhas descobertas) estão nos
outros posts (clique para ler):
<div class=”separa”><span> GUIAS LOCAIS </span></div>
De qualquer forma, já dou a dica: é imprescindível ter um GUIA LOCAL nas
duas cidades (que seja pelo menos por 1 dia em cada!!). Sua viagem será
muito mais bacana! Conhecer os monumentos com alguém da própria cidade,
que conhece a história profundamente, todos os detalhes e curiosidades
locais, é insubstituível.
Recomendo: [SÃO PETERSBURGO]
Fala português, espanhol e inglês fluentemente e nos explicou suuuper bem todos os locais pelos quais passamos.
Quem preferir contratar uma agência de turismo local, para arranjar
carro/van com motorista, guias, ingressos e organizar o itinerário,
recomendo:
Montou o roteiro (ordem das visitas) conforme minha preferência, e só
fomos mesmo onde eu pedi para ir previamente (nada de lojinha hehe).
Excelente trabalho. Escreva para catalina@excursionescatalina.com.
Eu e a guia Anastasia Kukulevich em frente ao Palácio da Catarina, próx. a St. Peters[MOSCOU]
Uma moscovita super jovem e simpática que fala inglês, português e espanhol fluentemente. Adorei conhecê-la e recomendo MUITO seu trabalho. Tinha respostas para todas as minhas perguntas!
A guia Antonina Orlova, entrando no Kremlin, em Moscou
Para mais opções de guias privativos em São Petersburgo e Moscou, clique aqui.
<div class=”separa”><span> ASSISTÊNCIA MÉDICA INTERNACIONAL </span></div>
Já tem seguro de saúde internacional? Sempre fecho o meu pela REAL Seguros, que compara preços de diversas seguradoras. Já precisei usar uma vez, e deu tudo certo. Clique aquipara fazer uma cotação. Após compra online, a apólice chega por email em minutos.
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E aí, o que está achando da Rússia?? Espero que já esteja AMANDO
tanto quanto eu!! Mas aqui no blog, a Rússia ainda está só no começo!!
Leia também os próximos posts com detalhes sobre as duas cidades que
visitamos, clicando abaixo:
Beijos, Лариса (Larissa em russo)
Desculpem um post tããão gigante… Mas é que tinha que combinar com o tamanho do país! hehehe.
Acompanhem as fotos da viagem pelo instagram, clicando na hashtag #LalaNaRussia. ↑ Voltar ao começo do post
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